segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Despertar

Eu estava andando, havia uma névoa forte e densa mas mesmo assim podia reconhecer algumas casas ao meu redor, parei para conseguir organizar meus pensamentos confusos. Bem alguma coisa estava diferente, me sentia perdido em um lugar que eu conhecia, a atmosfera pesada de certo!

Segui a subir um morre por entre um viela que se formava no meio das casas vazias, cheguei a uma escadaria de concreto que do meu ponto de vista parecia quase vertical, me sentei na escada , a julgar pela posição da lua deveriam ser duas da madrugada. Procurei algum movimento ou alguma coisa que me indicasse onde estava todo mundo, alguns passos a direita da escada pude notar a névoa se dissipar levemente perto da porta escancarada da casa de Rose,que era minha vizinha sempre desconfiada com a vida, com um pouco de cuidado me ergui e andei calmamente até lá, ao chegar na porta escutei alguns ruídos estranhos, der repente um vulto atravessa por entre minhas pernas como um jato, me assusto e me afasto por reflexo, minha pulsação acelera, mas logo volta ao normal quando consigo distinguir o vulto que era um gato tão assustado quanto eu!

Entro devagar pela porta analisando tudo a minha volta, a casa estava uma bagunça como eu nunca vira antes, os armários da cozinha todo a destruídos, sigo em frente para o quarto de Rose que estava tão ou mais lastimável quanto a cozinha, o mais estranho era que tanto nas janelas quanto nas portas não havia sinal algum de arrombamento, saindo do quarto decido ir olhar o resto da casa, quando passava por entre o corredor ouvi um barulho vindo da unica porta fechada, tentei fazer mais silêncio possível a partir dai, fui até a porta em passos leves, a abri cuidadosamente, me deparo com uma criatura de costas para mim mexendo em uma pilha de corpos, a criatura de mais ou menos de um metro e noventa se volta para levemente para mim dedos largos mãos grandes em relação ao resto do corpo, tinha a pele cinza, e não tive como não reparar os olhos vermelhos quando eles vieram de encontro aos meus, o medo e pânico tomaram meu corpo mas eu não conseguia me mexer, a criatura de agacha mais rápido do que meus olhos podiam acompanhar, solta um rugido ensurdecedor, sinto uma forte pressão sobre meu peito, quando me dou conta já estava “voando” por entre a porta e me chocando na parede do corredor, fecho os olhos para tentar me mexer mas meu corpo continua imóvel e então uma voz fúnebre rouca e pesada:

_Esse é o fim!

Meu corpo estremece e a escuridão toma meu ser me fazendo soltar algumas palavras:

_É, então esse é o começo do Fim!?

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